Fisioterapia na linha de frente no enfrentamento a Covid-19 na Sta Casa de Laranjal

Fisioterapia na linha de frente no enfrentamento a Covid-19 na Sta Casa de Laranjal

Serviço iniciado no final do mês de março no ambulatório da Santa Casa de Laranjal Paulista já conta com cerca de 200 pacientes atendidos.

Publicado em 13 de julho

Respirar parece uma tarefa simples, mas para milhares de pessoas acometidas pela Covid-19, encher os pulmões é um grande desafio. E com ele, na maioria das vezes a doença interfere nas atividades simples da vida diária como levantar da cama, trocar de roupas e ate mesmo andar acometendo principalmente a mecânica respiratória. A pessoa não consegue respirar de forma correta devido a dispneia importante sendo difícil encher os pulmões em sua totalidade e necessitando do oxigênio e fisioterapia, mesmo em pacientes que não precisaram de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Perante a pandemia, e a pedido Secretária de saúde do Município e Laranjal Paulista juntamente com o Instituto Alpha de Medicina para a Saúde implantou e iniciou prontamente no final do mês de março o serviço de Fisioterapia no ambulatório covid-19 na Santa Casa no município. Seguindo todas as regras de biossegurança e atendimento individualizado focado em cada paciente, principalmente na reabilitação pulmonar e motora em sua individualidade para evitar agravamentos e possíveis internações em leitos de UTI. Porém, muitos que venceram a doença ainda necessitam de acompanhamento e reabilitação pós covid, explica Dr. Thiago Ferraz de Souza, Fisioterapeuta responsável pelos tratamentos.

“Quando o paciente é acometido pela doença, a capacidade pulmonar respiratória é ( FICA) diminuída. Os que necessitam de intubação e permanecem por algum tempo em ventilação mecânica , apresentam descondicionamento físico, perda de massa muscular e/ou fraqueza, além de piora do estado nutricional e principalmente da função pulmonar. Estes, requerem reabilitação pulmonar e motora conta Souza.

De acordo com o fisioterapeuta, inicialmente pessoas acima de 65 anos eram as que mais precisavam do atendimento, mas no decorrer dos meses a doença avança acometendo todas as faixas etárias.

“No começo eu atendia pacientes acima de 65 anos. Hoje a faixa etária caiu, porém aumentou o número de casos com pacientes acima de 30 anos de idade. Cheguei atender paciente de 17 anos.


Lembro de um caso de paciente grave que saiu da UTI com grau zero de força muscular, mal conseguia permanecer sentado e movimentava somente o antebraço esquerdo. Para poder tomar 1/2 copo d’agua, necessitava de ajuda para segurar o copo e levar até a boca com auxílio de um canudo. Assim no ambulatório, com o atendimento fisioterápico foi ganhando força, controle de tronco e equilíbrio e podendo assim receber alta”, explica o fisioterapeuta, que se sente gratificado e por ter tido a confiança e a oportunidade em desenvolver este trabalho que não é fácil, e poucos profissionais aceitam e se dispõem a enfrentar esta doença tão avassaladora. Ver a evolução de tantos pacientes em um período tão difícil e ver que estes pacientes receberam alta e voltaram aos seus lares estando junto ao seio famíliar é o objetivo de toda a equipe profissional da Secretaria Municipal de Saúde do Instituto Alpha e da Santa Casa.


“Sempre atendo as pessoas como eu gostaria de ser atendido, e poder ter feito algo benéfico ao próximo em tempos em que ninguém esperava passar, é uma satisfação e poder exercer meu trabalho e fazer algo para aquele que necessita. Que possamos procurar ajudar as pessoas com mais boa vontade e tenhamos a certeza de que ao agirmos assim, estaremos trazendo um grande benefício para a nossa vida. Bem estar emocional, físico e espiritual.”, diz Souza.

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